sábado, 28 de junho de 2014

Na Rua mais bonita do Mundo

  Conhecida como a "rua mais bonita do mundo" ganhou fama pela internet e pelas redes sociais e agora é parada obrigatória para os turistas que visitam Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Calma e arborizada, a Rua Gonçalo de Carvalho fica na divisa dos bairros Independência e Floresta. Decretada Patrimônio Histórico, Cultural, Ecológico e Ambiental do município em junho de 2006, ficou conhecida não só pelas árvores que formam um túnel verde em sua extensão, mas também pela luta pela preservação mantida há anos pelos moradores e até por quem não reside nela.

 
 O nome da rua não homenageia o missionário português Gonçalo de Carvalho, como alguns acreditam. O nome é uma homenagem ao comerciante gaúcho Gonçalo de Carvalho.

O sr. Gonçalo H. de Carvalho nasceu em 1853, em Cachoeira, Rio Grande do Sul, onde foi educado; esteve no Rio de Janeiro durante quatro anos; voltou em 1868 ao Rio Grande do Sul, e foi durante sete anos empregado em uma casa comercial. Estabeleceu-se por conta própria em 1875 no ramo de miudezas de toda a sorte, que importava da Inglaterra, França, Alemanha, Suíça e outros países da Europa e da América do Norte.
As mais de cem árvores do gênero tipuana, enfileiradas em aproximadamente 500 metros de calçadas, teriam sido plantadas no final da década de 1930 por trabalhadores de origem alemã empregados em uma antiga cervejaria local.

 Em 2005, o projeto de um grande edifício garagem no shopping center da região trouxe a ameaça de mudanças na rua, com a saída de todos os veículos pela estreita rua e abrindo a possibilidade de asfaltamento da via (calçada com pedras de granito) e o alargamento futuro da rua com retirada de parte das árvores, o que levou os moradores e amigos das árvores a se mobilizarem pela preservação do belo Túnel Verde.
A campanha deu certo com muitos apoios conseguidos através da internet, e em 5 de junho de 2006 o então prefeito José Fogaça assinou um decreto tornando a rua Gonçalo de Carvalho "patrimônio histórico, cultural e ambiental da cidade". Foi a primeira via de Porto Alegre a receber tal distinção, concedida em uma cerimônia realizada durante a abertura da 22ª Semana Municipal do Meio Ambiente.
Por razões óbvias sugiro que visite a rua na Primavera.

See you later,
Bye.

Memórias são guardadas em células individuais

 O cérebro humano guarda memórias episódicas no hipocampo, colocando cada lembrança em uma distinta e distribuída fração de células individuais. O estudo que faz essa afirmação, liderado por pesquisadores do Instituto Neurológico Dignity Health Barrow, da Universidade da Califórnia e da Escola de Medicina de San Diego, todos nos Estados Unidos, confirma algo que os especialistas já suspeitavam. Os resultados, publicados em 16 de junho na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, iluminam ainda mais a base neural da memória humana e podem até mesmo lançar luz sobre novos tratamentos para doenças e condições adversas, como o mal de Alzheimer e a epilepsia. “Para realmente entender como o cérebro representa a memória, devemos entender como a memória é representada pelas suas unidades fundamentais – os neurônios individuais – e suas redes”, explica Peter N. Steinmetz, diretor do Programa de Neuroengenharia em Barrow e autor sênior do estudo. “Conhecer o mecanismo de armazenamento de memória e recuperação é um passo crítico na compreensão de como tratar melhor as doenças cerebrais que afetam nossa crescente população idosa.”
Steinmetz, juntamente com John T. Wixted, professor de psicologia, e Larry R. Squire, professor dos departamentos de Neurociências, Psiquiatria e Psicologia, ambos da Universidade da Califórnia, e outros colegas, avaliaram nove pacientes com epilepsia, cujos cérebros foram cobertos com eletrodos para monitorar convulsões. O monitoramento registrou atividade no nível dos neurônios individuais.
Os pacientes memorizaram uma lista de palavras em uma tela de computador. Em seguida, viram uma segunda lista mais longa, que continha essas palavras e outras. Eles foram convidados a identificar as palavras que tinham visto antes e indicar o quão bem eles se lembravam delas. A diferença observada na excitação das células na leitura das palavras vistas na primeira lista e aquelas que não estavam na lista anterior indicou claramente que as células no hipocampo foram representando as memórias das palavras dos pacientes.
Os pesquisadores descobriram que as palavras exibidas anteriormente e de forma recente foram armazenadas de forma distribuída ao longo do hipocampo, com cerca de 2% das células respondendo a qualquer nova palavra e uma pequena fração de palavras, cerca de 3%, produzindo uma forte mudança na ativação dessas células.
“Intuitivamente, pode-se esperar descobrir que qualquer neurônio que responde a um item da lista também responderia aos demais itens da lista, mas os nossos resultados não se pareciam nada com isso. O mais incrível sobre esses resultados é que eles não poderiam estar mais de acordo com o que teóricos influentes há muito tempo previam”, afirma Wixted.
Embora apenas uma pequena fração de células tenha codificado a memória recente para qualquer palavra, os cientistas afirmam que o número absoluto de células de codificação de memória para cada palavra era grande, no entanto – na ordem de centenas de milhares, pelo menos. Assim, a perda de qualquer célula teria um impacto negligenciável sobre a capacidade de uma pessoa se lembrar de palavras específicas vistas recentemente.
Em última análise, os cientistas afirmam que seu objetivo é entender completamente como o cérebro humano forma e representa memórias de lugares e coisas na vida cotidiana, quais células estão envolvidas nisso e como as células são afetadas por doenças e enfermidades. Os pesquisadores irão agora tentar determinar se uma codificação semelhante está envolvida em memórias de fotos de pessoas e lugares e como as células do hipocampo que representam a memória são afetadas nos pacientes com formas mais graves de epilepsia.

Fonte: Hypescience

Cientistas da UC Berkeley conseguem imagem de reação química pela primeira vez

Em toda a história da ciência, nenhum laboratório havia conseguido capturar imagens de reações químicas em alta resolução. Pelo menos não até agora, pois um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia (Berkeley) conseguiu realizar o que todos tentavam há décadas. E o mais curioso é que isso aconteceu de uma maneira quase acidental.
Utilizando um microscópio de alta potência, eles estavam tentando realizar uma série de reações com grafeno. Com muita sorte, conseguiram chegar às imagens que você pode ver nesta notícia. Para o site Mashable, um dos cientistas afirma: “Nós não estamos pensando em fazer imagens bonitas, as reações eram o grande objetivo!”.
Essa é a primeira vez na história que um grupo de cientistas conseguiu capturar imagens em alta resolução de uma molécula sendo quebrada e depois tendo seus átomos realocados em outra liga. Para a sorte de todos, o processo ocorreu exatamente como todos imaginavam — em caso contrário, boa parte do que sabemos sobre ciência seria jogado no lixo.
Agora, os responsáveis pelo projeto estão confiantes em um futuro interessante para a ciência. Segundo eles, apesar de o ocorrido parecer muito simples, há grandes descobertas envolvidas no processo. Essas novas imagens podem, inclusive, colaborar nas pesquisas de nanoestruturas e até mesmo contribuir para novos métodos de arquitetura eletrônica em nanoescalas.

Fonte: megacurioso

Casando no dia do jogo do Brasil na Copa do Mundo

A noiva Bruna Quintas, de 25 anos, respirou aliviada ao fim de Brasil x Chile. Mesmo sem ter conseguido assistir ao jogo da seleção brasileira neste sábado (28), ela afirma que as mãos do goleiro Julio César foram importantes para garantir animação total na comemoração do casamento.

“Agora estou mais feliz, estou aliviada. Agora sei que estará todo mundo feliz na minha festa”, confessou ela, que temia que um certo ar de tristeza tomasse o bufê caso o Brasil fosse eliminado nas oitavas de final. A vitória veio nos pênaltis.

Ao longo da tarde, enquanto era maquiada em um salão no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo, Bruna ouvia gritos e não sabia se a seleção estava jogando bem ou correndo o risco de levar um gol.
“Fiquei com o coração batendo a mil. Mesmo não dando para ver o jogo, estava ouvindo e torcendo muito para o Brasil vencer”, disse ela, que não conseguiu disfarçar as emoções.
“Mesmo no dia do casamento, não tem como não ficar nervosa com o jogo, o pior foi no momento dos pênaltis”, disse.

Entre a expectativa pela cerimônia e a torcida pela classificação do Brasil, ela não sabia dizer qual era a maior fonte de nervosismo no meio da tarde. “Não sei qual o motivo do nervoso, só sei que ele está em toda parte e continua aqui dentro”, disse quando já se despedia dos funcionários com a camisa 10 de Neymar e seguia para a igreja.

Felipão diz que Neymar está sendo "caçado" no campo

O alívio paira em cada frase de Felipão ao falar sobre a vitoria nos pênaltis contra o Chile neste sábado (28) no Mineirão, em Belo Horizonte. Aliviado também deve se sentir o treinador por ter Neymar como camisa 10.
— O Neymar tem 22 anos, mas é experiente como se tivesse 35, é um jogador pronto. É muito maduro, lida com a dificuldade naturalmente. Ele é simples, ama o que faz. Vai para um pênalti daquele como se fosse uma peladinha em Santos.
O treinador reclamou das faltas sofridas pelo craque. Para ele, Neymar tem sido "caçado" em campo e a fama de "cai cai" atrapalha os juizes.

— Ele jogou 75 minutos com a coxa inchada por causa da pancada que tomou. Não entendemos como os chilenos batem daquela maneira e não levam cartão.
Felipão criticou a postura do Brasil no gol sofrido e lamentou as chances perdidas pela seleção, que podem ser decisivas.
— A gente sofreu um gol de lateral, o que não se admite no futebol do nosso nível. Depois tivemos três, quatro chances para marcar e não fizemos, por precisão demais. Quando você não faz, corre muito mais riscos.
Depois da vitória sofrida, Scolari agora conta os "degraus" para o hexacampeonato.

— Já foram quatro degraus, agora faltam três para o céu.
Fonte: R7

JÚLIO CÉSAR É O NOME DELE!


A seleção brasileira teve sua primeira prova de fogo nesta Copa do Mundo. E passou raspando. Dominada na maior parte do jogo, sofreu demais diante do antigo 'freguês' Chile e empatou por 1 a 1 no tempo normal. Nos pênaltis, porém, brilhou a estrela de Júlio César. O goleiro defendeu duas cobranças, salvou o Brasil de uma eliminação precoce e classificou os anfitriões para as quartas de final.

Contestado antes do Mundial por atuar na fraca liga dos Estados Unidos, o camisa 12 deixou o Mineirão como o grande herói do Brasil até aqui na Copa. Uma classificação no sufoco, dramática. Com a dificuldade que Felipão, desde o sorteio das chaves, já havia anunciado. Mas que põe o Brasil no caminho de um possível reencontro com seu passado: 64 anos depois, pode novamente enfrentar o Uruguai em uma Copa em casa. Para isso, basta que os antigos rivais eliminem a Colômbia neste sábado, às 17h. Chance de finalmente exorcizar o 'Fantasma de 1950'.

As fases do jogo: O Brasil finalmente conseguiu colocar em prática a tática utilizada na Copa das Confederações. Marcou forte a saída de bola do adversário, pressionou e abriu o placar no início do jogo. Após cobrança de escanteio, Jara empurrou contra as próprias redes em disputa com David Luiz (gol foi dado para o brasileiro). O Brasil era melhor no jogo, o segundo era questão de tempo. Mas uma inacreditável bobeada defensiva trouxe emoção à partida. Marcelo e Hulk se atrapalharam em cobrança de lateral e a bola sobrou dentro da área brasileira para Alexis Sanchez, que empatou.

O jogo ficou dramático e aberto, com chances de ambos os lados. Hulk marcou aos 9, mas a arbitragem entendeu que o atacante ajeitou no braço antes de chutar e anulou o lance. Júlio César fez milagre em chute de Aránguiz aos 19. Bravo respondeu com outro milagre cara a cara com Hulk aos 38. Bom desempenho dos goleiros que impediu que houvesse um vencedor no tempo normal.

O calor de um jogo às 13h cobrou seu preço na prorrogação. As duas equipes acusaram cansaço e os espaços surgiram. O Brasil cresceu e quase marcou com Hulk, mas novamente Bravo salvou. Os chilenos se encolheram e os minutos finais do tempo extra foram de pressão total dos donos da casa. Mas a grande chance foi do Chile: Pinilla recebeu na entrada da grande área e mandou uma bomba no travessão.

Nas penalidades, David Luiz abriu as cobranças convertendo para o Brasil. Júlio César defendeu o chute de Pinilla. Na sequência, porém, Willian chutou para fora. Alexis Sanchez também parou no goleiro brasileiro. Marcelo ampliou para os anfitriões. Aránguiz fez o primeiro gol chileno. Hulk chutou em cima do goleiro Bravo. Marcelo Díaz empatou o duelo. Neymar recolocou os donos da casa em vantagem. Na última cobrança, Jara mandou na trave e selou a classificação brasileira.

 Apontado como culpado pela eliminação brasileira na Copa de 2010, o goleiro chegou à redenção logo nas oitavas de final do Mundial de 2014. O camisa 12 se agigantou nas cobranças de pênalti ao defender duas cobranças. Com a bola rolando, fez uma grande defesa no segundo tempo e garantiu o empate. Uma tarde heroica.

Apesar do juiz, nós ganhamos. Valeu Júlio César!

Parque da Redenção (Farroupilha): O Central Park de Porto Alegre

O Parque Farroupilha, mais conhecido como Parque da Redenção ou simplesmente por Redenção, é o parque mais tradicional e popular da cidade brasileira de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul.

É um local visitado por muitos porto-alegrenses nas horas de descanso, seja para praticar esportes, tomar sol ou confraternizar tomando um chimarrão com a família e amigos. O perímetro do parque é definido pelas ruas Setembrina e Luís Englert e as avenidas Oswaldo Aranha, João Pessoa e José Bonifácio.

No local onde hoje está o parque antigamente era a chamada Várzea do Portão, uma grande planície alagadiça próxima do antigo portão da Vila de Porto Alegre. Em 23 de fevereiro de 1807 a Câmara Municipal solicitou ao então governador da Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul, almirante Paulo José da Silva Gama, barão de Bajé, que fizesse a doação da Várzea para ser usada como logradouro público, bem como uma área de concentração para os rebanhos de gado trazidos para abastecimento local. Contudo, sua medição efetiva só seria realizada entre 1820 e 1825.

Durante a Revolução Farroupilha a Várzea ficou do lado de fora das fortificações da cidade, e após o conflito uma inspeção da Câmara verificou diversas irregularidades, como cercas avançando seu território e uma chácara construída em seu centro, obras que receberam ordem de demolição imediata.
Nos anos seguintes o próprio governo provincial e outros particulares tentaram fracionar o terreno para dar-lhe outros usos, sempre encontrando oposição da vereança. Em 1870 a Várzea recebeu sua primeira denominação oficial, passando a se chamar Campo do Bonfim, em vista da construção da Capela do Bonfim em seu limite norte. Houve ainda posteriores ameaças à integridade da área, geralmente frustradas, mas em 1872 o Presidente da Província autorizou a construção de um quartel militar no seu limite sudeste, sendo a origem do atual Colégio Militar de Porto Alegre.

 


 Em 1927 iniciou-se o efetivo ajardinamento dos Campos da Redenção, com a implantação do Jardim Paulo Gama ao norte e a proibição da parada de carretas e rebanhos em 1928. Em 1935, para as comemorações do centenário da Revolução Farroupilha, toda a parte sul do campo foi drenada, nivelada e urbanizada, seguindo um projeto do urbanista francês Alfred Agache. Neste ano sua denominação foi alterada para Parque Farroupilha, que se mantém até hoje, e o parque perdeu nova fração com a construção do Instituto de Educação General Flores da Cunha junto à avenida Oswaldo Aranha.
Um dos cartões postais da cidade, aos finais de semana tem a feira ecológica e o brique da redenção. Mesmo estando muito calor no dia que eu fui, vi muita gente lá no parque tomando o bom e velho chimarrão. Um bom espaço pra caminhar, andar de bicicleta, pedalinho, jogar conversa fora e curtir a natureza. Tri Legal!